REMO DO GUAPORÉ



Por  Zola Xavier da Silveira

                                                foto:  Glória Mendonça -  Maricá  20019




REMO  DO  GUAPORÉ
Fui ao quintal, deparei com um Biribá amarelinho,  pronto pra ser tirado do pé. Porto Velho, Fortaleza do Abunã, Guajará Mirim pelo trem da Madeira Mamoré, numa viagem sem fim. Fiz uma estação em Maricá, remo pendurado na parede, um pé de Açaí e outro de Biribá. Recebi amigo de infância, José de Jesus Gonçalves e o papo desceu ladeira abaixo passando pelo Colégio Dom Bosco  até o Mocambo.
mocambo
GOSTO  DE TERRA
CASA  DE CHÃO  BATIDO
POEIRA  VERMELHA
CAMINHO  DE  BARRO PISADO
SUOR  IRMÃO  DO TEMPO  CORRIDO
ÁGUA  NO  POTE  DE  BARRO  BOA  DE  BEBER
ESPERA  SEM  PRESSA  A  SEDE  CHEGAR
VARA  DE  PANHAR  FRUTA  NO  QUINTAL
MENINO  CORRENDO  NA  CHUVA
FICAR  NA  REDE  DEPOIS  DA  CHUVARADA
VENTINHO  BOM
CHEIRO  DE  TERRA  MOLHADA
ACORDO  SEM  DORMIR
VOU  SEM  NUNCA  PARTIR
SUA  IMAGEM  INVADE  A  RAIZ  DE  MEUS  PENSAMENTOS
COLADA  NA  PAREDE  DE MINHAS  RETINAS
NO  HORIZONTE  DA  SALA  DE  ESTAR

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